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Saúde

Política de drogas é uma questão de saúde, defende programa de Boulos

Candidato à presidência pelo PSOL comemorou legalização da Cannabis no Canadá

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Em meio aos medalhões da política, Guilherme Boulos é o mais jovem candidato da história à presidência da República. Filósofo, psicanalista, professor e escritor, ele ganhou notoriedade junto aos movimentos sociais, especialmente com a liderança do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto. E como é de tradição de seu partido, o PSOL, ele defende a legalização da Cannabis.

De acordo com o programa eleitoral da chapa, cuja vice é a indígena Sônia Guajajara, a política de drogas deve ser debatida dentro do campo da saúde.

“Trazer a política sobre drogas para o campo da saúde é necessário e urgente. Décadas de proibição não tiveram nenhum efeito positivo sobre a violência. Hoje temos mais drogas em circulação e mais mortes relacionadas ao comércio do que ao consumo. Morre o varejista, não quem lucra num dos maiores negócios do mundo. Quer enfraquecer o tráfico? Regulamente, legalize!”, destaca o partido entre as propostas para  a “Juventude”.

Não se esqueça (isso vale para todos os presidenciáveis): o presidente é o responsável por sancionar ou não as propostas aprovadas pelo Legislativo. Pesquise e escolha com cuidado seus deputados e senadores!

O site oficial da campanha, no entanto, não possui uma proposta clara sobre como deveria acontecer a regulamentação do uso de Cannabis no Brasil, além de não detalhar as diferenças entre a utilização medicinal e recreativa da planta.

Boulos também já declarou publicamente sua posição. No final de junho, ele comemorou a legalização da Cannabis no Canadá e defendeu que o Brasil adote a mesma medida. “Senado do Canadá legaliza uso da maconha e se tornará o segundo país no mundo a liberar para consumo e compra de maneira legal. O Brasil precisa avançar nesse ponto sem tabus. Nós vamos levar adiante essa pauta. Não dá mais pra guerra às drogas continuar matando gente todo dia”, afirmou em seu Twitter.

Em maio, ele também celebrou os resultados da “Marcha da Maconha”, que chegou à sua décima edição e reuniu 100 mil pessoas na Avenida Paulista, em São Paulo.