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Saúde

Por melhor qualidade de vida, Cannabis é alternativa contra esclerose múltipla

Alívio da dor e da rigidez muscular são benefícios

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A ciência ainda não sabe sua causa, mas é possível combatê-la e conseguir qualidade de vida. A esclerose múltipla é uma doença autoimune, que acomete, principalmente, mulheres entre os 20 e 40 anos de idade. Diagnosticá-la com precisão e rapidez é fundamental para amenizar suas consequências com o tratamento adequado –  e a Cannabis tem se mostrado uma alternativa eficaz nessa missão.

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Conforme o corpo ataca suas próprias células saudáveis, a esclerose múltipla ocasiona uma inflamação no sistema nervoso que dificulta a comunicação entre os neurônios e o organismo como um todo: “o distúrbio do sistema imunológico agride uma proteína da mielina, que faz o revestimento do neurônio”, nas palavras do neurologista Glauco Filellini.

Os sintomas podem aparecer de forma progressiva ou intermitente, abrangendo formigamentos, perda da visão, visão turva, fadiga, incontinência urinária, dificuldade na fala, perda de coordenação motora e sensibilidade em uma parte do corpo.

O comprometimento das funções neuromotoras, além de dores, também pode causar também distúrbios psicológicos, sendo importante o acompanhamento de um terapeuta.

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Ainda não existe cura para a doença, dado que suas origens são controversas. “Sabe-se que a pessoa tem uma pré-disposição genética e que há fatores que serviram de gatilho para desencadear a doença, especialmente na infância, antes dos 15 anos”, explica o Dr. Jefferson Becker, presidente do Comitê Brasileiro de Tratamento e Pesquisa em Esclerose Múltipla e Doenças Neuroimunológicas (BCTRIMS).

Opioides são, tradicionalmente, utilizados no tratamento da esclerose múltipla. Seus severos efeitos colaterais, no entanto, fomentaram a aplicação de uma alternativa natural e menos danosa ao organismo: a Cannabis. O canabidiol tem efeito de relaxante muscular, aliviando a rigidez e a dor. Personalidades como a atriz Cláudia Rodrigues, famosa pelas participações em “Sai de Baixo” e “A Diarista”, aproveitam os benefícios da substância.

“Quanto mais precoce o tratamento, são maiores as chances de evitar sequelas, reduzir o número de surtos, reduzir as inflamações ou novas lesões visualizadas através da Ressonância Magnética”, diz a neurologista Renata Simm, coordenadora do Instituto de Neurologia do Hospital Santa Paula.