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Saúde

Produção de Cannabis medicinal na Itália não consegue acompanhar a demanda

Controlada por militares, há apenas uma instalação oficial no país

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Pessoas que, por exemplo, sofram de doenças crônicas, câncer, epilepsia, alzheimer e glaucoma podem utilizar a Cannabis medicinal para aliviar os seus sintomas. Na Itália, desde 2007, a substância já é regulamentada para esse objetivo – há uma estimativa de que 2 a 3 mil pessoas são beneficiadas com o tratamento no país.

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Localizada em Florença, a única instalação oficial da planta não está conseguindo acompanhar a demanda dos pacientes. Uma das maiores dificuldades é que o governo não tem dados sobre quantas pessoas possuem prescrição médica de Cannabis.

Segundo o coronel Antonio Medica, os ministérios da Saúde e da Defesa estão tentando reaver o déficit, porque houve um enorme aumento nas prescrições e no número de pacientes que precisam delas.

“A demanda está aumentando constantemente. No ano passado, a Itália respondeu ao déficit importando 440 libras da Holanda, e os pacientes passaram meses sem conseguir preencher suas prescrições. Este ano, a Itália importará mais 220 libras do Canadá”, conta Medica.

Escassez = incentivo à ilegalidade

Com a falta de Cannabis aos pacientes, muitos deles estão recorrendo ao mercado ilegal. Para Medica, um dos principais objetivos é justamente prover essa segurança das plantas e enfraquecer o mercado negro. “Na verdade, o preço final de nossa Cannabis é menor do que o ilegal, precisamente para evitar que os pacientes as comprem”, afirma.

A preocupação do coronel também gira em torno da qualidade e segurança do medicamento. “A planta absorve metais pesados ​​do solo. Se não for cultivado em condições adequadas, você corre o risco de obter um produto final altamente poluído com metais pesados, que o paciente absorverá. Isso é muito ruim para sua saúde”, finaliza.

 

Fonte: PBS News Hour e The Local.