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Saúde

RS deve fazer primeiro estudo com canabidiol

“A maconha terapêutica é a solução para a vida dela”, diz mãe de paciente

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A Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, está próxima de iniciar a primeira pesquisa no estado sobre o uso medicinal do canabidiol. A notícia foi anunciada em evento na última segunda-feira (19) e pode ser uma nova esperança para famílias que enfrentam a burocracia e os altos preços para importação dos medicamentos.

Autor do projeto, o professor Jorge Winckler, da Faculdade de Medicina da Ulbra, defendeu as propriedades terapêuticas da planta, lamentando o tabu ainda existente. “A marijuana, a maconha, sempre teve muito preconceito, principalmente com a minha faixa etária, que sou do século passado”, disse Winckler.

Hoje em dia, mais de 80 pessoas estão em tratamento com canabidiol no estado. “A maconha terapêutica é a solução para a vida dela. Nós temos qualidade de vida de novo. A nossa família voltou a ser uma família”, contou a professora Liana Maria Pereira sobre a evolução do quadro da filha Carol, que chegava a sofrer 60 convulsões diárias.

Liana ainda questionou o alto custo do remédio importado. “[…] O Sativex […] vem a R$ 2,8 mil, que não dá para um mês de uso. Quem é que tem condições?”, disse a professora, que ainda afirmou estar em busca de assinaturas para a liberação de uma alternativa que seria até três vezes mais barata.

Brasil está atrasado

Durante o evento na Ulbra, especialistas criticaram a obsoleta legislação brasileira. “A cannabis medicinal tem sido aceita por muitos países importantes no mundo. No Canadá, ela é claramente legal, na Alemanha é legal, e pacientes de lá estão até conseguindo cobertura de seguros de saúde para isso”, disse Stuart Titus, médico executivo americano.

“Já tem estudos com CBD (desde a década de 20 nos Estados Unidos), então olha a distância. O Brasil foi tomar consciência disso em 2014, estamos muito atrás deles”, explicou Franklin Vargas, familiar de um paciente e presidente da Associação Nacional de Usuários de Canabidiol.

Fonte: G1.