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Saúde

Santa Catarina tem associação para ajudar pacientes a obter Cannabis medicinal

Motivação do criador veio com o diagnóstico de Parkinson da avó

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Assim como vários outros estados do Brasil, Santa Catarina também possui iniciativas da população para facilitar o acesso à Cannabis medicinal. Em janeiro deste ano, foi criada a Santa Cannabis, entidade que dá suporte jurídico e medicinal a pacientes para a obtenção de remédios canábicos por vias legais.

A associação já auxiliou mais de 30 pessoas, cujas enfermidades eram epilepsia, depressão, Alzheimer , fibromialgia, entre outras, como o Parkinson, doença que atingiu a avó de Pedro Sabaciauskis, criador do grupo, e foi ponto de partida das atividades.

O diagnóstico aconteceu há oito anos e, segundo Pedro, a avó já não conseguia se comunicar direito no auge da doença, além de a coordenação motora estar comprometida. Com o uso de óleo de Cannabis, a melhora do quadro foi notável em menos de uma semana.

“Precisamos tratar o assunto com seriedade e não com preconceito”, afirmou o fundador da Santa Cannabis, que disse também planejar grupos de discussão e pesquisa sobre Cannabis medicinal.

Negligência dos governos fomenta organização popular

Diante da falta de regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que está atrasada em 13 anos na tarefa, a solução dos pacientes de Cannabis medicinal e seus familiares tem sido a criação de grupos que atuam em suas comunidades para garantir o acesso ao remédio necessário.

Entidades de caráter multidisciplinar reúnem médicos, advogados e ativistas para que se possa obter o medicamento e dar respaldo jurídico aos enfermos. Em muitos casos, a atuação dos envolvidos é voluntária, visando auxiliar especialmente as famílias de baixa renda, que não possuem condições de arcar com o alto custo do tratamento importado.

Existe também uma rede de solidariedade entre as próprias famílias: quando falta remédio para um, outros pacientes diminuem a dose de seus tratamentos para doar um frasco de óleo canábico. Essa realidade não é exclusiva das famílias mais carentes, na medida em que a importação do medicamento também costuma ter problemas com a alfândega, por exemplo, que “trava” o transporte do produto e prejudica o tratamento.