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Saúde

Você já ouviu falar dos canabinóides sintéticos?

Substância pode chegar a ser 100 vezes mais potente que a natural

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Na década de 90, John W. Huffman, professor da Universidade Clemson na Carolina do Sul (Estados Unidos), começou a pesquisar sobre canabinóides sintéticos para tentar descobrir novos tratamentos para esclerose múltipla, câncer e HIV.

Os estudos não foram bem sucedidos, porém a substância produzida em laboratório passou a ser usada no mercado ilegal das drogas. Desde então, os traficantes criam estruturas parecidas, porém com novas fórmulas, para se esquivar de fiscalizações.

“São mais de 200 tipos. Por ano, são pesquisados e descobertos cerca de 40 a 50 novos. Os do tipo ‘Spice’ são os mais antigos”, diz Anthony Wong, diretor do Centro de Assistência Toxicológica do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas. Segundo ele, os canabinóides são de 80 a 100 vezes mais potentes que a Cannabis.

 

Crise nos EUA

De acordo com o Departamento de Saúde Pública dos Estados Unidos, três pessoas morreram após o uso da substância. Os casos aconteceram em Illinois e Chicago. Mais de 100 pessoas sentiram efeitos graves depois do consumo. É comum apresentar:

  • Agressividade e perda de raciocínio;
  • Convulsões e tremores no corpo;
  • Hipertensão e taquicardia;
  • Parada cardiorrespiratória e dependência química;
  • Sangramentos no geral (tosse, urina, nariz e gengivas).

 

Existe semelhança?

O único ponto em comum dos canabinóides sintéticos e da Cannabis é que eles agem nos mesmos receptores no cérebro. Suas estruturas são bastante diferentes.

“É muito errado falar o termo ‘maconha sintética’. Não tem nada a ver com a planta. A versão de laboratório é uma substância química que é diluída em um solvente que seja evaporável. Essa substância é jogada em uma planta qualquer até secar o solvente. Aí a planta fica impregnada com o princípio ativo, que é o canabinoide sintético”, afirma José Luiz da Costa, especialista da Unicamp.

 

Fonte: G1.